CONSIDERAÇÕES FINAIS

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"O médico sem essa cultura e consciência humanitária,
degrada a profissão, na cupidez e no embuste,
deixando de ser MÉDICO DE HOMENS E ALMAS."

Na condição de organizador do livro Psiquiatria para Leigo, tive a oportunidade e felicidade de realizar a leitura de todos os capítulos. Quanto a escrever as Considerações Finais, diria que foi uma autêntica melopéia.

Todos os capítulos pontuaram a importância e necessária humanização da Medicina, que é uma arte e não só ciência. É um livro para leigos: quem sabe, na maioria padecendo de algum transtorno ou desejando conhecer para melhor compreender e conviver com o doente, familiar, amigo ou ampliando seus conhecimentos dos meandros da mente.

É um livro que vai dissecando a complexa temática dos transtornos mentais e de comportamento com a descrição fenomenológica e as intervenções. Traz de uma maneira clara o ensino na "cabeceira do leito", com os depoimentos das pessoas acometidas, os "nossos casos clínicos", enriquecendo e desmistificando os temores do desconhecido mundo inconsciente. Entendo que os depoimentos sejam uma forma de demonstrar essa interação, personificando o que ocorre entre o paciente e o médico no recôndito consultório.

Humanizar o ensino médico é descobrir a pessoa do paciente, reconhecê-lo como igual, interagindo e não coisificando a relação médico-paciente; e, acima de tudo, ajudar pelas informações, tornando-o parceiro do tratamento. O que aqui foi escrito assim demonstra.

Ao listar o nome dos 47 autores dei-me conta de ser uma plêiade de seqüência geracional, iniciando por psiquiatras jubilados de reconhecido conhecimento científico, até um seleto grupo de acadêmicos de Medicina, provavelmente, futuros psiquiatras, escrevendo em parceria com um médico. Bonita essa forma interativa de gerações de escritores com ímpeto jovial e o esperado bom senso maturacional da experiência clínica.

O livro Psiquiatria para Leigo foi escrito por médicos de formação humanitária com as características de ser profissional compromissado com a defesa da vida, com a busca de uma sociedade mais sadia e justa. O médico, sem essa cultura e consciência humanitária, degrada a profissão, na cupidez e no embuste, deixando de ser MÉDICO DE HOMENS E ALMAS.

Reitero o agradecimento aos colegas autores, que acreditaram e valorizaram a iniciativa e aos doutores Jair Rodrigues Escobar - Presidente da Sociedade de Psiquiatria do Rio Grande do Sul e Luciano Bastos Moreira - Diretor do Curso de Medicina da Universidade Luterana do Brasil, pelas palavras de incentivo, afeto e apoio.

Com certeza, os leitores gostarão de ser brindados com o livro e com a leitura.