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FAMÍLIA
MAGRA, FAMÍLIA PURGATIVA
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INTRODUÇÃO
Os
transtornos alimentares - Anorexia Nervosa (AN) e Bulimia
Nervosa (BN) - são considerados expressão
de uma história sem palavras tendo o corpo como
cenário e o meio familiar como tablado da encenação.
"O corpo fala e fala especialmente aqueles sentimentos
que ainda não puderam ser expressos com o simbolismo
das palavras" (Barros, 2003, p. 93). Muitas vezes
os conflitos psicológicos, as disfunções
familiares são manifestadas na magreza auto-imposta,
na purgação, nos ataques de comer, nas atividades
físicas exageradas e no uso de medicamentos na
maioria autoprescritos.
Encontramos pouca fala, muitas ações, teatralizações
e o uso do corpo como uma caixa de ressonância da
trama conflitiva familiar.
Os transtornos alimentares (TAs) são considerados,
por muitos autores, como expressão das dificuldades
na comunicação familiar. De acordo com Roberto
(1994, p.167), a "condição sine qua
non das famílias que apresentam transtornos alimentares
é uma dificuldade crônica para tolerar, promover
e integrar as diferenças individuais dentro da
família nuclear como um todo".
Esse capítulo, fundamentado em aportes teóricos,
objetiva pinçar algumas vinhetas clínicas
dos atendimentos psicoterápicos com as pessoas
acometidas de transtornos alimentares segundo as descrições
clínicas da APA na DSM-IV -TR (2000).
Carlos
A. S. M. de Barros
Médico
Psiquiatra. Grupoterapeuta.
Maria
Amélia Jaeger
Psicóloga Clínica.Terapeuta Familiar
e de Casal. |
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Publicado no livro Doença e Família.
Júlio de Mello Filho e Miriam Burd (org.) São
Paulo: Casa do Psicólogo, 2004, p. 283-298.
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